Clipping

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Quebra-cabeça.

É isto que me vem a mente quando analiso o mercado de pilotos para 2017.

Peças soltas que precisam ser decifradas para formar um cenário.

Entretanto são muitas peças.

E elas se encaixam de maneiras diferentes.

Sendo assim, algumas acabarão sobrando.

Uma das peças se chama Jenson Button.

A Williams está de portas abertas esperando o piloto inglês.

"Ele é um grande talento.

Precisamos de um piloto como ele."

Palavras de Claire Williams.

Rasgando.

Porém a equipe de Grove quer uma decisão rápida do piloto.

Não quer esperar que ele seja descartado da McLaren.

Ao mesmo tempo, Ron Dennis não demonstra pressa.

Como você já leu por aqui, o chefe da McLaren não aprecia a ida de seu
piloto para outra equipe britânica.

Na outra ponta, Valtteri Bottas pressiona com uma proposta da Renault
sobre sua mesa.

Assim entendemos que a posição da Williams é delicada.

Basta imaginar que Button renove com a McLaren e Bottas se mude para
Viry-Chatillon.

Literalmente dois pássaros voando.

Para não ficar vendida, a Williams cita o nome do mexicano Sergio Perez
como opção.

Mas me parece que não é o desfecho sonhado por Grove.

Acho que há o desejo de um piloto experiente (Button) ou que esteja familiarizado
com o time (Bottas) ao lado de Lance Stroll (em 2017 ou 2018?).

Por sua vez, a Renault também tem seus planos.

Frederic Vasseur (o chefe) admite que um dos pilotos de 2017 poderá ser um
pagante.

Os tempos são bicudos.

Aí entra o leilão.

E quem deu o primeiro lance foi Kevin Magnussen.

Para manter seu lugar no time ele mostrou que pode trazer um cheque de sete
milhões de euros prometido por seus patrocinadores.

E o nome de Sergio Perez entra na lista dos franceses também.

Quer embaralhar?

Vasseur é parceiro de Nicolas Todt.

O filho de Jean Todt que possui ligações com Felipe Massa e Charles Leclerc.

Além de Giuliano Raucci (brasileiro que vem fazendo bonito na F4).

Mas isso é esperança para um futuro mais distante.

Eje Elgh, assessor de Marcus Ericsson, declarou que existem três vagas em três
equipes diferentes na Fórmula 1.

Sendo que em qualquer uma delas seu piloto poderia entrar.

Blefe?

Pode ser.

Pois a estratégia de valorização sempre existiu.

Aí alguém pode perguntar.

E Pierre Gasly, Daniil Kvyat, Jordan King, Rio Haryanto, Alexander Rossi,
Esteban Ocon, Felipe Nasr, Stoffel Vandoorne, Jolyon Palmer?

É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Mas o legal é que o mercado está em movimento.

Mudando de assunto.

A Force India trouxe a proposta de divisão da Fórmula 1.

Nos moldes do Endurance (tipo LMP1 e LMP2).

Pois é fato que as fabricantes possuem uma vantagem gigantesca sobre suas
clientes.

Até no orçamento.

Existem times que gastam sete vezes mais dinheiro que outros para desenvolver
um bólido.

Desenvolvimento contínuo.

A Mercedes, por exemplo, apresentas novas peças aerodinâmicas a cada novo
GP.

Alguém acredita que a Haas consegue acompanhar?

Na reunião em que estavam todas as clientes, Toro Rosso e Williams votaram
contra e assim a proposta dos indianos foi enterrada.

Lembro que levantamos a questão não faz muito tempo.

Clique aqui para lembrar

Por fim.

Nos testes em Fiorano, Sebastian Vettel e Esteban Gutierrez rodaram 285 voltas
ao todo com os novos pneus da Pirelli.

Agora é a vez de Sebastien Buemi (campeão da FE) assumir a Red Bull em Mugello
para também experimentar os novos compostos.

Interessante que apenas Ferrari, Red Bull e Mercedes (seis dias cada) farão os testes
antes de Abu Dhabi, quando todos as escuderias irão rodar juntas num teste final.

A McLaren abriu mão de participar dessa fase.

Acredite.

Para reduzir custos.





















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