O Melhor Rosberg
Sempre achei Rosberg um grande piloto.
Defendi.
Entendia que havia algo superior no seu destino.
Os que acompanham o Blog há mais tempo sabem muito bem disso.
Entretanto veio Austin 2015.
Num ato de extrema submissão, Nico entregou o campeonato ali.
Sem luta.
Parecia o fim.
Acreditei ter me enganado redondamente.
O menino que nasceu para ser campeão não passaria de um escudeiro.
Mas a etapa dos Estados Unidos foi na verdade um divisor de águas.
E Nico iniciaria a partir dali uma quebra nos conceitos da Fórmula 1.
Coisa rara.
Vi uma quando Ayrton Senna desembarcou no circo e obrigou todos
os outros pilotos a buscarem seus limites.
E testemunhei outra no momento em que a continuidade foi provada e
estabelecida pela Ferrari na Era Schumacher.
Rosberg depois de tantos anos mostrou para o mundo que um piloto
pode evoluir.
Aprender com seus erros.
Se fortalecer.
Minar e destruir seu adversário nos detalhes.
Não se engane.
Lewis Hamilton não teve qualquer chance de vencer o campeonato em
2016.
O filho de Keke dosou as forças e soube construir uma vitória absoluta.
Se quisesse poderia brigar pela bandeirada em Austin, México e Abu Dhabi.
Mas o risco combina melhor com o desespero.
Não era o caso.
Ou havia razão para tentar se matar no dilúvio de Interlagos?
Se nem mesmo pela televisão conseguíamos ver os bólidos?
O objetivo estava traçado.
Nico sabia que tinha a máquina para alcançá-lo.
Altos e baixos acontecem.
Como bem lembrou Montovani ao falar dos 4 pontos perdidos na Alemanha
por minúcias das regras.
Hamilton tentou.
Inclusive artifícios.
Fora de si, destruiu um aposento do motorhome em Baku.
Também chegou a ameaçar deixar a Mercedes depois da etapa espanhola.
Toto Wolff não se abalou e deixou Pascal Wehrlein de sobreaviso para o caso
de uma eventual substituição.
Lewis recuou.
Rosberg, a formiga incansável, desta vez, não poderia ser esmagada.
Nico rasgou o convite da Sociedade Secreta dos Segundos Pilotos e se tornou
uma persona non grata na nobre instituição.
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Ele não deixou que um rótulo de vice fosse colocado sobre sua carreira.
Isso mudou tudo.
Principalmente sua vida.
Pois um título abre todas as portas.
Cinco anos atrás, a Ferrari o queria para o lugar de Felipe Massa.
Agora campeão, ele pode substituir Sebastian Vettel no comando
da Scuderia Italiana no futuro.
Quero dizer que ele pode escolher.
Pois propostas não irão faltar.
Um piloto cordato para com seu time.
Cheio de trabalho, foco e determinação.
Temos um novo campeão.
Um piloto que ainda não revelou todas as suas armas.
Inteligente.
Esforçado.
Dedicado.
Que faz o que é preciso.
Necessário.
Com perfeição.
Parabéns Rosberg!
Numa geração fantástica que conta com Fernando Alonso, Lewis Hamilton
e Sebastian Vettel você derrotou todos na maior categoria do automobilismo.
E, hoje, você é fácil o melhor piloto da Fórmula 1.
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