Maurice Trintignant
As imagens acima mostram pedaços da história de Maurice Trintignant nas pistas.
Longa história.
Mais de 25 anos.
Nascido em 1917, esse francês conseguiu passar por diversas fases do automobilismo.
E sobreviveu a todas elas.
Em 1939 ele já havia vencido com seu Bugatti por duas vezes o Grand Prix des
Frontières na Bélgica.
Sua carreira foi interrompida com a chegada da Segunda Guerra Mundial.
Escondeu seu precioso Bugatti num celeiro esperando o retorno dos tempos de paz.
Não deu outra.
Após o fim dos conflitos em 1945, ele retornou aos circuitos com o velho amigo.
O carro falhou.
As mangueiras estavam entupidas por fezes de rato.
Petoulet em francês.
Não demorou para que a lenda francesa do automobilismo Jean-Pierre Winmille
e Roland, o herdeiro de Ettore Buggati, lhe colocassem o apelido.
Petoulet sempre estava com seu gorro.
Tinha seus motivos para não se separar dele.
Ele escondia as cicatrizes do grave acidente de 1948 que sofreu em Berna.
Naquele tempo a morte não escolhia.
E caçava também os cautelosos.
Na Era da Fórmula 1 seu país buscava um herói para torcer nos autódromos.
Jean Behra e Trintignant disputavam o posto.
Behra lembrava Tazio Nuvolari.
Destemido.
Trintignant, que havia visto seu irmão morrer no asfalto, não tinha essa impetuosidade.
E viu o verdadeiro Nuvolari de perto.
Sabia que não valia a pena perseguir os intrépidos.
Nós sabemos que a Fórmula 1 sempre gostou de recompensar os que preferiram
esperar.
Ascari, Fangio, Clark, Fittipaldi, Piquet, Prost, Button...
Behra morreu lutando em AVUS.
Sem conhecer vitórias.
Trintignant em 2005.
Com 87 anos.
Foi um piloto monótono.
Repetitivo.
Paciente.
Que aguardava os afoitos terminarem as provas abraçados com seus erros.
Quer um lugar melhor para assistir falhas do que as ruas do principado?
Assim Trintignant triunfou duas vezes em Mônaco.
E também nas 24 horas de Le Mans.
Um sobrevivente, como destaquei no início do texto.
Que viu Ascari, Fangio, Clark...
E os motores mudarem de lugar nos carros de corrida.
Que pilotou até os 48 anos.
E que no restante de sua vida pôde contar suas histórias.
E usar seu tempo para produzir vinhos.
Pacientemente.
Para não cometer erros.
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