Austrália - 2017

Austrália - 2017



























A vitória de Sebastian Vettel em Albert Park foi marcante.

Pelos tempos esquecidos.

Apagados.

Quando foi que a Ferrari havia ganho na Austrália?

E chegado ao triunfo numa primeira etapa de campeonato?

Alguém se lembrava da última vitória?

Tudo foi renovado.

A história começou a ser escrita após a classificação do sábado.

Na Scuderia Italiana estavam todos inconformados.

Lewis Hamilton não deveria estar no topo da lista.

A noite chegou.

Pouca movimentação.

Apenas a segurança e alguns gatos pingados permaneciam no palco da corrida.

Quem esteva por lá naquele momento testemunhou Vettel deixando Albert Park.

O último.

O trabalho precisava ser concluído para o domingo ser brilhante.

A primeira oportunidade viria no momento em que as luzes vermelhas se
apagassem.

Entretanto Hamilton fez o que se espera de um grande piloto.

E não cometeu erros.

Começou assim o segundo ato.

A perseguição.

Lewis seguiu seguro e firme.

Vettel, muito rápido, não deixou o adversário desgarrar.

Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen, principalmente o segundo, tinham dificuldades
para acompanhar.

A Mercedes percebeu que o carro vermelho confirmava seus cálculos.

A nova máquina italiana era fortíssima.

(os recursos extras - centenas de milhões de dólares a mais - foram bem gastos)

Assim a situação começou a ficar arriscada.

A telemetria indicava que os pneus do bólido de Hamilton não aguentariam
tal pressão.

Uma parada se fez necessária para tentar equilibrar o jogo.

Sebastian passou reto por uma, duas, três voltas.

Terceiro ato.

Quando finalmente saiu do box, não havia mais nada a sua frente.

Toto Wolff tentou quebrar a mesa com seu punho.

O carro de Vettel se entendeu com os novos compostos.

A troca também fez bem para Bottas e Raikkonen e ainda fez surgir uma
Red Bull, de Max Verstappen, no horizonte.

Para Lewis foi um desastre.

Sua flecha de prata rejeitou a nova borracha.

Após a corrida, Wolff admitiu a dificuldade de lidar com o atual produto
da Pirelli.

Por outro lado a Ferrari de Vettel pedia mais.

Monstro.

Venceu.

Com uma diferença de mais de 20 segundos sobre Raikkonen.

Marcando território sobre o amigo.

Entre as dificuldades, Kimi teve que economizar combustível.

A Mercedes acusou o golpe.

Pela primeira vez, após três temporadas dominantes, precisou andar no
limite o tempo todo.

Na ponta da faca.

Sem a segurança da vantagem de um ou dois segundos sobre seus inimigos.

Quando sempre poupava tudo.

Sem riscos.

Os problemas não são mais exclusivamente internos.

O inimigo agora é outro.

Faminto e perigoso.

Novos tempos que pedem uma adaptação urgente.

A próxima etapa na China tende a favorecer os longos carros de Bottas
e Lewis.

(e que bom trabalho fez o substituto de Nico Rosberg!)

O campeonato é uma maratona.

Vamos ver se Rory Byrne, Simone Resta, Mattia Binotto, Enrico Cardile e
Lorenzo Sassi vão conseguir continuar desenvolvendo o poderoso SF70H.

Do outro lado, James Allison e Aldo Costa tentarão demolir sua antiga casa.

A corrida armamentista já começou.

Não dá pra imaginar quem irá vencer.

Mas estou gostando.

Muito.








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