Clipping
Imagem feita em Le Mans.
1967.
Motores e Afins
As pessoas, vendo o drama da Honda, questionaram se não teria sido possível
a marca japonesa copiar o modelo da unidade de força da Mercedes que
trabalhava nos carros da McLaren ao invés de adotar um conceito original
A resposta é não.
A relação entre as fabricantes e suas clientes é muito peculiar.
Primeiro que todos os componentes e peças da unidade de força são construídos
dentro das fábricas.
Brixworth (Mercedes), Maranello (Ferrari) e Viry-Chatillon (Renault).
As equipes que resolvem adquirir uma dessas unidades recebem os desenhos
e especificações assim que o projeto para o ano seguinte é concluído.
Nesse instante cada cliente pode então ajustar seus carros para envelopar
o motor.
Repare a vantagem das fabricantes.
Elas constroem seus bólidos numa interação única.
Numa interdependência entre a aerodinâmica e a unidade de força.
Já as clientes fazem na verdade adaptações em seus chassis.
Geralmente as escuderias clientes só recebem suas unidade de força na
pista.
A cada final de semana.
Todos os motores tem o mesmo design (time principal e clientes).
O software que regula as especificações de limite de funcionamento do motor
também é igual para todos.
Isso determina quantas voltas podem ser feitas em cada modo do motor e
define as margens operacionais de segurança.
Interessante que durante um final de semana de GP, a empresa responsável
pelos fluidos e combustível monitora o tempo todo o desempenho tanto da
equipe principal como das clientes.
Centenas de amostras são recolhidas pelos técnicos durante os dias de testes,
qualifying e corrida.
Tudo isso ajuda entender o desgaste do motor e traçar os limites operacionais.
Ao término de cada etapa todas as unidades de força (time principal e clientes)
são inspecionadas e seladas.
Dependendo do tempo elas retornam para a fábrica ou são enviadas para a
próxima sede de GP.
(veja a dificuldade em se tentar roubar um projeto)
A interação entre as informações do time principal e as clientes ajuda a melhorar
o desempenho.
Daí se percebe a importância de se ter clientes.
Mais informação.
Assim a chance de se tomar as melhores decisões aumentam.
Fumaça e Fogo
Durante os testes de Barcelona a Red Bull acusou a Mercedes de usar óleos no
combustível para melhorar o rendimento do motor.
Como as unidades de força da Fórmula 1 funcionam num sistema fechado, a
possibilidade de utilizar óleo como combustível aumentou.
Isso violaria as regras que limitam os produtos químicos que podem ser utilizados
para alimentar os motores.
A Mercedes negou que houvesse feito tal ação.
E Toto Wolff declarou que a Time dos Energéticos estaria vendo fantasmas.
Pois bem.
No paddock de Albert Park ficou claro que a fonte da informação utilizada
pela Red Bull foram técnicos e engenheiros que trocaram a Mercedes por
outras equipes nos últimos anos.
Repare que as fontes estão no plural.
Ninguém mais duvida que a prática era corriqueira na Mercedes durante a
classificação.
Com a denúncia, as diferenças entre os tempos de largada não deverão ser
mais tão gritantes.
Formiga e a Cigarra
Niki Lauda sempre teve obsessão pela perfeição em seu trabalho quando
era piloto.
Cuidava do físico numa época em que poucos pensavam nisso.
Perseguia o detalhe.
Não havia vitória sem esforço, sem testar de forma exaustiva.
Ao olhar Kimi Raikkonen na Austrália, o velho homem não se conteve.
"Veja como está comodamente sentado com seus óculos de sol.
Não há uma gota de suor!"
Dó
Fiquei com pena do Ricciardo e seus problemas.
Cruel acontecer essas coisas em casa.
Também cortou o coração o abandono de Romain Grosjean.
Fez uma bela classificação (a frente da Williams) e chegaria fácil nos pontos.
Lance Stroll
Calma.
Trocas
A cada dia ferve mais o caldeirão McLaren / Honda.
Não importando as melhorias, algumas vozes importantes já dão o ano
de 2017 como perdido.
Yusuke Hasegawa reconhece a pressão da equipe e dos pilotos.
Um acordo poderia estar sendo costurado.
Veja algumas informações.
Primeira.
A McLaren poderia romper o contrato e indenizar os japoneses.
Com isso a Honda desembarcaria na Sauber.
E a escuderia de Woking novamente utilizaria os motores Mercedes.
Niki Lauda (contra) e Toto Wolff (a favor) parecem ainda discordar.
Segunda.
Force India (conversas mais adiantadas) e Williams (no início ainda) poderiam
trocar a unidade de força da Mercedes pela Honda.
Terceira.
(essa só aqui)
Surpreendentemente, a McLaren já sentou na mesa com a Renault.
Vamos ver o que vai sair desse balaio de gatos.
Colando Cacos
Interessante.
Na Austrália houve uma reaproximação entre Jos Verstappen e Toto Wolff.
Max foi um sonho que acabou para o contrariado chefe da Mercedes.
Nas tratativas, a opção de Verstappen pela Red Bull deixou mágoas.
Como eu disse, interessante.
Ultrapassagens
Na China deve ser mais fácil, não?
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