Mitologia
Agosto de 1957.
Nurburgring.
Apesar de ter ido bem nos treinos Juan Manuel Fangio sabia que sua
Maserati não era páreo para as Ferraris.
Os bem educados Mike Hawthorn e Peter Collins estavam com a vantagem.
Seus pneus Englebert eram melhores que os Pirelli que calçavam o carro do
argentino.
Isso exigiu um plano da Maserati para derrotar a Ferrari.
Simples.
Fangio largou com metade do tanque de combustível.
Queria abrir vantagem na primeira parte da corrida.
Tudo teria que ser cumprido à risca.
Sem erros.
A estratégia ia bem.
Na décima segunda volta o argentino entrou nos boxes para reabastecer.
Estava com quase 30 segundos de vantagem.
Mas algo deu errado.
A parada se prolongou além do esperado.
As Ferraris passaram e ficaram com quase 50 segundos de vantagem.
Fangio que era um piloto comedido e cauteloso ficou transtornado.
E começou a conduzir seu carro como nunca.
Aos olhos das testemunhas, ele parecia voar.
Cada vez mais rápido.
Superou seu tempo dos treinos.
Da pole position.
Desespero.
A cada passagem de seus pilotos, o box da Ferrari implorava com placas e
bandeiras.
Vendo o perigo se aproximar.
Queria que eles fizessem apenas uma coisa: que acelerassem mais e mais.
Inútil.
Pois logo ocorreu o encontro.
Registrado na foto logo acima.
Duas ultrapassagens.
Primeiro Collins e depois Hawthorn.
Fangio venceu.
Sua última vitória na Fórmula 1.
Uma das três mais belas pilotagens de toda história.
As outras duas?
Já contei no Blog.
Clique aqui para lembrar da mágica de Stirling Moss em Mônaco.
E aqui para ler sobre a corrida perfeita de Jackie Stewart na temporada
de 1968.
Máquinas, asfalto, óleo e borracha.
Uma linguagem diferente essa da velocidade.
No entanto muito bela.
Poesia pura.



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