A Mais-Valia de Alonso
Imagem de Fernando Alonso e seus seguidores.
O piloto espanhol segue negociando a renovação de seu contrato com a McLaren.
Pelo lado da escuderia de Woking, Zak Brown gostaria de ter Ferdi em suas fileiras
por mais três temporadas.
O que está pegando aqui é o dinheiro.
A McLaren fez de tudo para se livrar da Honda.
A equipe acha que seu chassi não é digno de um motor com tanto problemas.
A chegada da unidade de força da Renault está repleta de esperança.
Um detalhe importante.
Os bólidos de Alonso e Vandoorne possuem uma bela aerodinâmica graças aos
investimentos maciços dos japoneses.
Assim.
Ganharam um motor mais promissor.
Entretanto deverão perder no desenvolvimento ao longo da temporada sem a
derrama de valores de Sakura.
Isso traz efeito também na hora de organizar o orçamento e definir o salários
dos pilotos.
Quando trocou Maranello por Woking, Alonso obteve um aumento salarial
de 15 milhões de euros.
Se tornando assim o piloto mais bem pago do grid em 2015 com 35 milhões
de euros anuais.
Aproveitando o desejo da Honda em contar com um campeão, a trupe do
espanhol soube negociar os valores.
Luis Garcia Abad e Flavio Briatore conseguiram um ótimo contrato seguindo
o caminho que é trilhado para a Alonso há mais de dez anos.
Ou seja, gerenciamento da mídia de forma incessante com forte valorização
da imagem de Ferdi.
Nos dois anos seguintes (2016 / 2017) os ganhos ficariam em 30 milhões
de euros por temporada pelo acordo.
Em sua quarta tentativa de retomar o título mundial, depois da McLaren,
Renault e Ferrari, Ferdi parece ter entrado em seu ocaso.
Briatore sempre estimou que seu protegido deixaria a Fórmula 1 em 2020.
Com portas fechadas nas equipes mais desejadas, pode ser que a profecia
do empresário, que intermediou o acordo da Pirelli e trouxe a pista de Baku
para a categoria máxima do automobilismo, se realize.
Portas fechadas por culpa do próprio piloto que costuma explodir pontes por
onde passa.
Quando Alonso deixou a Scuderia Italiana, Marco Mattiacci chegou a afirmar
que a vinda de Vettel traria "motivação, entusiasmo, disciplina e trabalho" para
a Ferrari.
Flecha lançada em direção ao asturiano bicampeão.
A Renault hesita em ter os mesmos problemas, enquanto que a Mercedes nem
cogita a hipótese de ter Alonso entre os seus.
OK.
Então o que Fernando tem em suas mãos hoje?
Uma conversa (real) com a Williams que serviu para agregar valor ao seu talento.
(no caso, 25 milhões de euros)
E a McLaren.
Zak Brown está cortando na carne.
Jenson Button será dispensado de seu acordo para que Lando Norris (mais barato)
possa assumir o desenvolvimento do carro a partir de 2018.
Economizando para poder aliviar as contas que serão geradas pelo motor Renault.
Alonso quer liberdade.
Em tudo.
Participação em provas extras (24 horas de Daytona?) e poder sonhar com opções.
Para isso um acordo de apenas um ano poderia encerrar o assunto.
Deixando-o solto no mercado ao final de 2018.
A parte financeira deverá resolvida com ganhos por produtividade.
Um salário fixo em torno de 10 milhões de euros mais bônus por pontuação e vitórias
que poderiam chegar aos vencimentos atuais de 30 milhões de euros (um teto).
O mundo gira.
É a mesma proposta que Abad fez a Ferrari na tentativa de achar uma renovação
para Alonso.
Dispensada por Maranello.
Pois naquela altura Vettel já estava arrumando suas malas para comandar o exército
vermelho.
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