Japão - 2017
O final de semana da Fórmula 1 na Terra do Sol Nascente prometia.
Os treinos livres foram movimentados.
E duas das três principais equipes fizeram opções inusitadas para o qualifying.
Diferente de Spa-Francorchamps (pista com características semelhantes)
Mercedes e Red Bull escolheram colocar mais downforce.
Enquanto que a Ferrari foi pelo mesmo caminho escolhido na Bélgica.
Mas a Scuderia Italiana não conseguiu brigar pela pole.
(diferente de Singapura e Malásia)
Com a potência da unidade de força fazendo diferença devido ao traçado
de Suzuka, a Mercedes com seu motor número quatro teve mais tranquilidade.
Lewis Hamilton fez a diferença no setor onde o motor importava mais.
Sabendo da punição de Valtteri Bottas, Sebastian Vettel arriscou tudo tentando
tirar alguns décimos.
Podia.
Sem uma unidade de força ideal a Red Bull não tinha como alcançar a Ferrari.
A aposta maior de Vettel ficaria para a corrida.
Sua simulação de corrida com pneu amarelo da Pirelli foi fortíssima.
Raikkonen, com o vermelho (supermacio), havia ficado bem perto dos tempos
de Lewis.
Ainda no sábado, ao terminar a classificação, a Mercedes imediatamente trocou
uma das velas do bólido de Hamilton.
Antes das luzes vermelhas serem apagadas o time de Toto Wolff já havia largado
na frente.
O mesmo problema atingiria a Ferrari de Vettel.
No grid foi impossível resolver.
Por diversas razões.
Gina tem um envelopamento melhor dos que as Flechas de Prata.
Principalmente na parte de trás.
Entretanto o "aperto" dificulta na hora de se mudar algo imprevisto.
O que normalmente se troca em 15 minutos, leva 40.
Com apenas cinco cilindros funcionando, Vettel ficou sem potência.
Abandonar foi questão de tempo.
O duelo ficaria entre Hamilton e Max Verstappen com uma surpreendente
Red Bull.
Sem problema com temperatura, o W08 foi bem na primeira parte da prova.
O drama veio na segunda parte.
O pneu amarelo não funcionou para Lewis como deveria.
(lembra da simulação de corrida da Ferrari?)
Com o tanque mais leve (menos combustível) a Mercedes viu o carro de Lewis
se comportar de forma bem diferente ao de Bottas que largou com o mesmo
composto.
Acontece que o carro mais pesado de Valtteri (mais gasolina) assentou melhor
no começo da prova com o soft (amarelo).
Verstappen aproveitou para sonhar com a vitória.
Protegendo Hamilton, Valtteri (com razão) e Alonso (?!?) seguraram Max.
Cada um no seu momento.
E assim Lewis venceu.
Daniel Ricciardo completou o pódio.
Valtteri "Kovalainen" Bottas e "Heikki" Kimi Raikkonen chegaram em seguida.
(o papel de coadjuvantes entristece)
Em ordem (obedecidas) Esteban Ocon e Sergio Perez colocaram a Force India
nos pontos.
O agressivo (é um elogio) Kevin Magnussen e (o lutador) Romain Grosjean
trouxeram a bandeira da Haas.
Felipe Massa fechou a lista daqueles que pontuaram.
Adeus para Jolyon Palmer.
(apesar do contrato, a pressão devia estar insuportável dentro da Renault)
E grande mudança para Carlos Sainz Jr.
A briga no meio do mundial de construtores está intensa.
Williams, Toro Rosso, Haas e Renault lutam pela quinta posição.
No mundial de pilotos, só uma combinação maluca tira o campeonato de Hamilton.
E devolve o sono para Maurizio Arrivabene.
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