Stop Loss
"A vaga ao lado de Lance Stroll na Williams em 2018 custa 10 milhões de euros."
Essa foi a frase que todos os interessados ouviram.
Felipe Massa, Paul di Resta, Daniil Kvyat, Pascal Wehrlein, Robert Kubica,
Sergey Sirotkin...
Por que?
Porque não há dinheiro sobrando na Fórmula 1.
O último dos grandes patrocinadores deu adeus.
A saída do Banco Santander é o final de uma Era na categoria máxima
do automobilismo.
A instituição financeira espanhola não quis mais desembolsar 40 milhões
de euros por temporada.
O Santander extraiu tudo que podia dos autódromos para obter o máximo
de retorno sobre seu investimento.
Foi uma bela plataforma de negócios.
Enquanto durou.
Vai despejar recursos no Futebol.
Sua partida expõe o ocaso dos apoiadores que chegaram a colocar 60 milhões
de euros por ano em uma escuderia.
Isso acabou.
A McLaren sonha (desde 2014) com um nome que alivie suas contas.
Red Bull alcança no máximo parcerias (Aston Martin).
Assim como será a partir de agora entre a Sauber-Alfa Romeo.
(e pelas ações de Marchionne, Haas-Maserati e Force India-Lancia...)
O rombo que a Williams precisa cobrir é de 25 milhões de euros para 2018.
A família Stroll aparece com seu dinheiro pois o departamento de marketing
de Grove continua a falhar.
Massa esteve na equipe em 2017 por conta da saída repentina de Nico Rosberg.
A Mercedes tinha recursos e precisava de um piloto.
Mas não tinha se planejado.
A Williams precisava de recursos e tinha um piloto, Valtteri.
Assim a Mercedes levou Bottas e bancou a temporada do brasileiro.
Se tivesse recursos, provavelmente a Williams manteria Felipe em 2018.
Wehlein foi deixado na chuva.
Paul di Resta não tem nome e nem nacionalidade para levantar tal quantia.
Kvyat não obteve os contatos.
Robert Kubica foi o único que apresentou um valor.
Abaixo.
Mas é melhor que nada.
Sergey Sirotkin disse que tinha o patrocínio.
Entretanto o dinheiro russo costuma falhar.
Só que dessa vez não falhou.
A Williams adia a decisão para janeiro.
(esperando um milagre de Kubica aparecendo com mais grana?)
Difícil.
Pois ouvi a notícia sobre Sirotkin de duas fontes.
Uma de um jornalista que vive dentro da Fórmula 1 o ano inteiro.
E que nunca se ilude com fantasias.
Outra fonte, mais conhecida, foi italiana.
Jornalista ligado a Alessandro Aluni Bravi, o empresário de Kubica.
Do you have enough money for the trip?
É isso.
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