Azerbaidjão 2018

Azerbaidjão 2018





























Foi uma prova emocionante até o final.

Excelente.

Pra quem está assistindo.

O qualifying foi interessante.

Mostrou que os dois carros da Scuderia Italiana deveriam ter dividido
a primeira fila.

O erro de Kimi Raikkonen no último setor impediu que a Ferrari dominasse
a classificação.

Sebastian Vettel chegou a afirmar que preferia largar em segundo a ter as
duas Flechas de Prata contra ele.

No último setup os italianos carregaram na carga aerodinâmica.

Sacrificando um pouco a velocidade em reta e melhorando as ações na
parte sinuosa.

De quebra facilitou o aquecimento dos pneus em relação a Mercedes.

O que explica a cuidadosa relargada de Vettel após a saída do primeiro
Safety Car na corrida do domingo.

A SF71H é uma máquina maravilhosa.

Pois mostrou sua superioridade mesmo com (finalmente) Lewis Hamilton
e Valtteri Bottas contando com suas unidades de força em potência máxima
nesta temporada.

O que revela o principal motivo da melhora de performance de Williams e
Force India.

Já a Red Bull continua limitada nos cavalos do motor Renault.

Entretanto Max Verstappen poderia ter alcançado a posição de Daniel Ricciardo.

O domingo começou tranquilo para Vettel.

Manteve a ponta e respondia sempre que Hamilton tentava uma aproximação
mais aguda.

Baku é uma pista dificílima.

Alguns pequenos erros de Lewis na sua perseguição ao carro da Ferrari,
entregam o desafio.

Não dá pra ficar de bobeira entre os muros e super retas do circuito de rua.

Avaliar os erros de estratégia da Scuderia Italiana fica mais fácil depois da prova.

A verdade é que a Mercedes não tinha nada a perder com Valtteri Bottas.

Manter o finladês na pista poderia tirar proveito do imponderável.

Fizeram certo.

A pressão (desnecessária) exercida por Vettel na última relargada, e por
consequência a perda de três posições, completaram o dia da Mercedes.

Mais de Hamilton, claro.

Pois logo depois Bottas deixava a corrida com um pneu furado.

Lamentável.

O atual campeão assistiu tudo de camarote e alcançou primeira vitória
em 2018.

Mérito dele por ter sobrevivido.

Raikkonen cruzou a linha de chegada logo depois e Sergio Perez, com
pneu vermelho, superou Seb para colocar a Force India no pódio.

Carlos Sainz Jr. respirou na Renault.

Charles Leclerc levantou sua mão e vai ser difícil Marcus Ericsson
superar a marca.

Fernando Alonso novamente chegou nos pontos.

Até aqui só o espanhol e os dois líderes do campeonato pontuaram em
todas.

Porém precisamos dizer que Ferdi faz o dele, só que precisa contar quase
sempre com as mazelas dos outros.

Essa McLaren não disse nada por enquanto.

Lance Stroll, Stoffel Vamdoorne e Brendo Hartley selaram a lista dos
dez melhores de Baku.

Agora somente Romain Grosjean e Sergey Sirotkin ainda não contabilizaram
pontos.

Uma nota sobre a Red Bull.

Não pode.

Não pode desperdiçar uma etapa dessa maneira.

Desde o início Max Verstappen e Daniel Ricciardo estavam ensaiando
miséria.

Isso já aconteceu antes na Fórmula 1.

Ayrton Senna e Alain Prost.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Fernando Alonso e Lewis Hamilton.

Sebastian Vettel e Mark Webber.

No primeiro caso houve a separação.

No segundo, a superioridade da máquina acabava diminuindo os ânimos.

No terceiro caso custou um título.

No quarto, na mesma Red Bull, a superioridade de Vettel resolveu a crise.

Um era muito melhor que o outro.

Há no problema atual uma diferença gritante.

Ricciardo não é Webber e Verstappen não é Vettel.

Max possui contrato assinado até 2020.

É a estrela do time.

E Ricciardo?

O australiano não teve tratativas maiores com a Ferrari.

As conversas com a Mercedes estavam bem mais adiantadas.

E a Red Bull o quer em suas fileiras.

Minha opinião, desde sempre, é que ele deveria sair e reinar absoluto
na Renault.

É sempre melhor estar numa equipe de fábrica.

Ainda mais como piloto número um.

Voltando.

A Ferrari possui um conjunto melhor.

Mas Lewis Hamilton lidera.

Parece a temporada passada.

Invertida.

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