Mercado e uma ou outra coisa
Fiquei com a sensação de algo fora do lugar.
A vitória de Fernando Alonso com a Toyota nas 6 horas de
Spa-Francorchamps foi estranha pra mim.
Nada contra o Endurance.
Muito menos contra o grande talento do espanhol.
Mas estava tudo errado.
Coadjuvantes para todos os lados.
Dividindo os carros com figuras obscuras.
A montadora japonesa lutava contra o vento e a imprevisibilidade.
Só.
Me lembrei das partidas espetaculosas dos Harlem Globetrotters.
Todo mundo sabia como iria acabar.
Parte da imprensa espanhola estava histérica.
Pior.
Mike Conway (com o outro Toyota) deixou bem claro na pista quem
era o mais rápido.
Ordens são ordens.
E Flavio Briatore deve ter definido bem o roteiro na minuta que gerou
o contrato de Ferdi com a montadora da província de Aichi.
Assim, na quadra belga, Conway estava defendendo o Washington Generals.
O time que é sempre surrado pelos heróis do Harlem noite após noite ao
redor do planeta.
Foi um ensaio.
O objetivo é Ferdi brilhar no palco de Le Mans.
Na Fórmula 1 a coisa apita diferente.
Briatore caça um lugar para que Alonso tenha chance de uma última vitória
na categoria máxima do automobilismo.
Pois está claro que nada vai acontecer sob o teto da McLaren.
O empresário italiano já procurou as protagonistas do circo.
Na Mercedes Briatore tenta romper o vínculo de Valtteri Bottas e encaixar
seu pupilo.
Niki Lauda está sentado ao fundo da sala com um olhar de reprovação
sombrio diante da possibilidade.
É clara a sua oposição.
O velho campeão que sobreviveu as chamas acha que Alonso fará mal
ao sólido ambiente da equipe.
Ao se virar para a Ferrari, Flavio delira.
Fernando para o lugar de Kimi Raikkonen?
Não.
Pela conversa, ele acha que a Scuderia Italiana deveria substituir Sebastian
Vettel pelo Herói das Astúrias!
Parei.
Não.
Tem mais.
Briatore também pisou na Red Bull.
Daniel Ricciardo não tem espaço.
Portanto deixaria sua casa e Alonso mediria forças com Max Verstappen.
Flavio acredita que Ferdi é mais confiável que a estrela holandesa.
E que o filho de Jos precisa ainda amadurecer.
Um acordo para Alonso ser algo como o tutor do rapaz.
Ferdi se aposentaria em duas temporadas e Max, preparado, assumiria
o posto de primeiro piloto dos energéticos e brilharia solitário na próxima
década.
The End.
Parece desespero?
É isso mesmo.
Por outro lado, Cyril Abiteboul (chefe da equipe Renault) se volta para
Daniel Ricciardo.
Os franceses sabem que está na hora de buscar o ponta de lança de seu projeto.
Até aqui Carlos Sainz Jr. está perdendo na comparação com Nico Hulkenberg.
Me lembrei de Sergio Perez e Jenson Button uns anos atrás nas fileiras da McLaren.
Hoje o mexicano pergunta a razão de nenhuma das grandes citar seu nome.
Sainz Jr. precisa se cuidar para que a história não se repita em sua carreira.
Já Ricciardo não precisa provar mais nada.
Creio que um bom acordo (longo e lucrativo) o moveria para o lado amarelo da
força.
Ah, sim.
A Renault não foi procurada.
E também não pensa em Alonso.
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