Motores, Campeões e Desejos

Motores, Campeões e Desejos
















Outro dia comecei a pesquisar alguns números da Fórmula 1.

Mais especificamente sobre os campeões e motores.

Dividi a coisa por períodos para poder realizar uma comparação.

Fiz assim.

Separei três blocos de 20 anos.

De 1961 até 1981.

De 1981 até 2001.

E de 2001 até 2021.

Vem comigo.

O Primeiro Bloco (1961-1981) é uma selvageria.

São 15 (quinze!) campeões diferentes.

Lá estão Jim Clark, Emerson Fittipaldi, Lauda, Hunt, Stewart, etc.

Até Nelson Piquet.

Foram 5 modelos de motores vencedores.

Ferrari, Repco, Climax, BRM e Ford

No Segundo Bloco (1981-2001) temos um número um pouco menor de pilotos que alcançaram o título.

São 11 os que chegaram ao topo.

Ali encontramos Prost, Senna, Mansell, Hill, Schumacher, Hakkinen, etc.

Interessante que aqui aparecem mais motores vencedores do que no primeiro período.

Foram sete diferentes os que empurraram os campeões.

BMW, Renault, Mercedes, Honda, Ferrari, TAG- Porsche e Ford.

No Terceiro Bloco (2001-2021) tudo fica mais restrito.

Tanto a variedade dos pilotos campeões como o dos motores.

Foram sete campeões nesta época.

Schumacher, Alonso, Raikkonen, Hamilton, Button, Vettel e Rosberg.

Com apenas três marcas de motores brilhando.

Ferrari, Renault e Mercedes.

Apontando uma tendência.

Está mais difícil ser campeão.

E quase impossível se o piloto não estiver ligado a uma Equipe de Fábrica.

Uma coisa que acontecia no passado e que hoje não temos mais é uma fabricante de motores que possui uma unidade de qualidade, vende o produto para várias equipes e não possui um time próprio.

O exemplo mais gritante é a Ford.

A marca americana foi campeã com sete (!) equipes diferentes.

Todas clientes.

Lotus, Matra, Tyrrell, McLaren, Williams, Brabham e Benetton.

De 1969 até 1994 a Ford trouxe pluralidade e oportunidade para as pistas.

Foram 13 títulos de pilotos e 10 de construtores.

Lógico.

Sei que sempre haverá desequilíbrio.

Equipes grandes e mais estruturadas contra outras que contam os centavos.

Mas era mais pândego o negócio.

Nostalgia?

Pode ser.

Mas eu queria ver a McLaren vencendo algumas.

A Williams sendo temida pelas pole-positions.

A Aston Martin dando calor na Mercedes.

Verstappen brigando lado a lado com Ricciardo.

Norris sendo perseguido por Hamilton.

E Giovinazzi vencendo ao ultrapassar Stroll na última volta.

Se não for pedir muito, claro.

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